Instituto SuperAÇÃO

Instituto SuperAÇÃO é parceiro em projeto de PSA aprovado pela Agência Nacional das Águas.

Publicado: 09/02/2015


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O Projeto

 

As previsões de escassez de água para uso humano têm chamado a atenção de pesquisadores e gestores para a conservação das águas continentais. Diante das previsões não tão otimistas, a sociedade tem se tornado mais sensível à questão. Enquanto a economia e a sociedade exigem mais e mais água em suas atividades, cresce também a responsabilidade sobre a sustentabilidade deste recurso.

 

O projeto Produtores de água do alto Rio Verde: pagamento de serviços ambientais na sub-bacia de abastecimento urbano do município de Itanhandu, MG propõe o estabelecimento do Programa Produtor de Água no município de Itanhandu, na sub-bacia do alto Rio Verde, cujos mananciais abastecem áreas rurais e a zona urbana do município. Em consonância com o Manual Operativo da ANA (Agência Nacional de Águas), propõe-se o estabelecimento dos arranjos interinstitucionais, a realização de estudos e a capacitação de atores locais. Considerando o uso múltiplo do recurso hídrico e o envolvimento dos usuários de água da bacia, propõe-se ainda  para o estabelecimento de microbacia(s) demonstrativa(s) da adoção de técnicas de conservação de água e solo e pagamento de serviços ambientais. Como fim último, espera-se que os atores sociais locais, já preocupados e impactados pela degradação da qualidade das águas do alto Rio Verde, tenham em mãos os instrumentos necessários para garantir não somente a reversão da degradação dos recursos hídricos do alto Rio Verde, como a manutenção, no longo prazo, da sua qualidade e quantidade para abastecimento urbano e balneabilidade.

 

O projeto foi aprovado no Chamamento Público 02/2014, do Programa Produtor de Água, da Agência Nacional das Águas. São parceiros na sua implementação: Prefeitura Municipal de Itanhandu; Instituto SuperAÇÃO; Fundação Rogê; Granja Mantiqueira; Universidade Federal de Itajubá; Universidade Federal de Lavras; Sindicato Rural de Itanhandu; CBH-Verde. 

 

A Sub-Bacia do Alto Rio Verde

 

A Bacia Hidrográfica do Rio Verde está localizada no sul de Minas Gerais possuindo área de drenagem de 6.891,4 km². Integra a bacia hidrográfica do rio Grande e constitui a Unidade de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos (UPGRH) GD4, sendo que sua área corresponde a 4,25% da área total da bacia do rio Grande.

 

Desde suas nascentes, no município de Itanhandu, o Rio Verde percorre aproximadamente de 220 km, até desaguar na represa de Furnas. A bacia do Rio Verde é constituída por 31 municípios e Itanhandu é o primeiro deles, estando integralmente inserido na bacia. Seu leito principal é composto pela união de três nascentes: Rio Posses, Rio Vermelho e Rio Verde, que se localizam no alto da Serra da Mantiqueira entre o limite dos municípios de Itanhandu e Passa Quatro, MG, numa altitude aproximada de 2600 metros. A Bacia possui um Plano Diretor elaborado em 2010.

 

A sub-bacia do alto Rio Verde, onde se localizam as cabeceiras, possui uma área total de aproximadamente 30.550 hectares, ocupando 4,43% da área total da bacia. É relevante o seu bom estado de conservação, em comparação com as sub-bacias contíguas. Os fragmentos mais homogêneos de Floresta Ombrófila encontram-se ao sul da bacia, no município de Itanhandu. As cabeceiras do Rio Verde estão inseridas na Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira e as águas ainda podem ser destinadas à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas e preservação dos ambientes aquáticos. Um pouco mais abaixo, o Rio Verde recebe os efluentes de carga difusa proveniente de atividades agropecuárias e da falta de esgotamento sanitário adequado nos bairros rurais Paiolinho e Jardim, além de exercer o uso para dessedentação animal.

 

No alto Rio Verde estão localizadas também mais duas captações de água para abastecimento da sede municipal de Itanhandu, ambas localizadas abaixo dos núcleos populacionais Jardim e Paiolinho. A captação localizada em um afluente do  Rio Verde denominado rio Imbiri, construída  em 1927, abastecia a sede urbana antigamente com 2.000.000 litros/dia. Hoje, o volume de captação caiu em torno de 4 vezes, sendo de 500.000 litros/dia. A diminuição no volume captado é devida ao assoreamento, cuja principal fonte de sedimentos é a estrada de terra que passa à montante do ribeirão. Apesar do estado degradado da microbacia do rio Imbiri, ainda pode ser recuperada. O outro ponto de captação de água utilizado atualmente, está localizado no  próprio  Rio Verde, na Prainha. São captados 3.500.000 litros/dia que abastecem cerca de 5000 domicílios após passar  por  tratamento convencional  na  Estação de Tratamento de Água - ETA da  Prefeitura  Municipal.